Peça do mês - Julho

Peça do mês - Julho De 6 a 31 de julho

Peça do mês de julho
LENÇOL

Datação: Séculos XIX-XX

Material: Estopa

Local de Fabrico: São Bento - Porto de Mós

Técnica: Tecido em tear manual. Lençol executado com a junção de dois panos.

Dimensões (cm): largura: 126; comprimento: 202        

Doador: Francisco Pereira

Morada: São Bento - Porto de Mós

Data de Entrada: 17-05-1989

N.º de Inventário:160

Será talvez um detalhe da História que poucos conhecerão mas existem evidências da importância da produção de tecido na nossa história coletiva, que nos fizeram eleger um lençol como peça do mês. Dizem-nos os livros que foi em Julho, no dia 24, do já longínquo ano de 1305, que o rei D. Dinis outorgou à vila de Porto de Mós o seu 1º foral. E que ligação terá esse foral com o têxtil? A nossa escolha desta peça para comemorar os 713 anos teve em conta precisamente a matéria têxtil. O reconhecimento, por parte do Rei, da existência de produção têxtil foi um fator que permitiu que se outorgasse o foral, pois servia de atestado de competência das populações. A capacidade de organização para fabricar panos era um garante de competência dos então portomosenses.
Como sabemos, os teares chegaram a ser uma imagem de marca da região. Com o passar dos tempos, no entanto, o som dos teares foi baixando, com a partida das tecelãs. Hoje são poucos os que restam. A matéria-prima natural foi ultrapassada pela sintética, pelas inovações industriais e a passagem do tempo não beneficiou a tradição.
Mas no concelho de Porto de Mós valorizamos a herança deixada pelas nossas gentes, como a peça aqui apresentada, que foi executada em tear manual na freguesia de São Bento em Porto de Mós.
Várias foram os tipos de peças executadas em teares manuais ao longo dos anos, e com vários tipos de matérias-primas, como por exemplo: o linho, algodão, lã (branca e preta) e tecidos de novelos de trapos. Destas matérias-primas deram origem aos lençóis, colchas típicas de Mira de Aire (Porto de Mós), cobertores, alforjes, passadeiras (tecidos de novelos de trapos velhos), mantas, tapetes, entre outras.
É atribuída à tecelagem a forma mais antiga do artesanato. Hoje de forma mais industrial, com teares automáticos, ainda podemos observar e adquirir no nosso concelho muitas das peças mencionadas que perduraram no tempo como marca da nossa história comum.

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